Bioestimuladores de colagénio: o que são e quando começar
Há uns anos, quando se falava em rejuvenescer a pele, pensava-se quase sempre em preenchimento. Hoje, um dos tratamentos que mais cresce é diferente na sua lógica: em vez de acrescentar volume, ajuda a pele a produzir aquilo que vai perdendo com o tempo. Falamos dos bioestimuladores de colagénio.
O que é o colagénio e porque é que importa
O colagénio é a proteína que dá firmeza e sustentação à pele. É ele que faz com que a pele jovem seja mais densa, mais elástica e com melhor aspeto. O problema é que, a partir de certa altura, a produção natural de colagénio começa a diminuir de forma gradual.
O resultado é aquilo que muitas pessoas descrevem como uma pele que perde firmeza, que fica menos densa, e um contorno de rosto que começa a mudar. Não são propriamente rugas, é uma perda de qualidade da pele em geral.
Como atuam os bioestimuladores
Os bioestimuladores não preenchem no sentido clássico. Em vez disso, funcionam como um estímulo: são aplicados na pele e, ao longo das semanas seguintes, incentivam o próprio organismo a produzir novo colagénio.
Por outras palavras, não trazem o colagénio de fora. Ajudam a pele a fabricar o seu. É essa a diferença essencial em relação a outros tratamentos, e é também a razão pela qual o resultado é tão natural.
Um resultado progressivo
Se procura um efeito imediato, é importante ter isto claro: os bioestimuladores não dão resultado de um dia para o outro. E isso não é um defeito, é a sua principal característica.
Como o colagénio se forma ao longo do tempo, a melhoria surge de forma gradual, ao longo de semanas a meses. A pele vai ficando mais firme e mais densa de maneira tão discreta que é difícil apontar o momento exato da mudança. Para muita gente, essa discrição é precisamente o que procura.
Regra geral, recomenda-se um conjunto de sessões espaçadas, para atingir e prolongar o resultado. O número exato depende do produto e da pele de cada pessoa.
Quando faz sentido começar
Esta é a pergunta mais comum e não tem uma resposta única. Não existe uma idade mágica a partir da qual se deve começar.
O que faz sentido é considerar bioestimuladores quando começam a notar-se os primeiros sinais de perda de firmeza, e não apenas rugas. Muitas pessoas procuram este tratamento numa lógica de prevenção e manutenção, para acompanhar a evolução natural da pele em vez de esperar por sinais muito marcados.
Ainda assim, a única forma de saber se é o momento certo, e se é o tratamento certo, é através de uma avaliação da pele. Cada caso é diferente.
Bioestimuladores ou preenchimento?
Não é uma escolha de um contra o outro. São tratamentos com objetivos diferentes.
- O preenchimento devolve volume numa zona específica, de imediato.
- Os bioestimuladores melhoram a qualidade e a firmeza global da pele, de forma progressiva.
Em muitos planos de tratamento, os dois podem coexistir, cada um a resolver aquilo em que é mais eficaz. Essa articulação é definida em consulta.
Em resumo
Os bioestimuladores de colagénio ajudam a pele a produzir o seu próprio colagénio, melhorando a firmeza e a qualidade de forma progressiva e natural. Não dão volume imediato como um preenchimento, e é precisamente essa a sua vantagem para quem procura resultados discretos. A altura certa para começar depende de cada pele e deve ser definida numa avaliação médica.
Se sente que a sua pele começou a perder firmeza e quer perceber as suas opções, marque uma consulta. Poderemos avaliar a sua pele e explicar se os bioestimuladores fazem sentido para si.
Tudo o que precisa de saber
Não da mesma forma. O objetivo dos bioestimuladores é melhorar a qualidade e a firmeza da pele através da produção de colagénio, com um efeito progressivo, e não criar volume localizado imediato.
Não existe uma idade fixa. Muitas pessoas começam quando notam os primeiros sinais de perda de firmeza, mas a decisão depende sempre de uma avaliação individual da pele.